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Guia completo sobre pneus – Como saber se um pneu está bom? Vale comprar meia vida?

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Os pneus são detalhes importantíssimos de todo veículo, afinal, eles é que ficam em contato direto com o asfalto, garantindo a correta aderência ao piso e evitando acidentes.

Justamente por isso eles devem estar sempre em perfeita condições e ser verificados periodicamente, especialmente quando o veículo será utilizado em viagens.Esse é um ponto tão relevante que o próprio DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito) analisa as condições dos pneus do veículo durante vistorias, para assegurar que atendem pré-requisitos mínimos de segurança.

TIPOS DE PNEUS

Os pneus são divididos em três tipos, os assimétricos, simétricos e dimensionais, cada um com características diferentes:

  • Pneus assimétricos: apresentam somente uma posição para instalação. Esta opção é especialmente indicada para automóveis esportivos, por ter maior resistência à água ou calor;
  •  Pneus simétricos: possuem dois lados idênticos, preço reduzido e possibilitam a troca com maior frequência, uma vez que permitem a instalação em posições variadas. Além disso, é bastante versátil e pode ser utilizado em quaisquer carros;
  • Pneus direcionais: são pneus simétricos, porém com desenhos que indicam a direção que ele deve rodar. Justamente por ser semelhante à versão simétrica, esse tipo de pneu também tem boa abrangência de uso.

CARACTERÍSTICA IMPORTANTE: BANDA DE RODAGEM

É a superfície de contato do pneu com o solo, parte que apresenta sulcos mais fundos e ajuda a identificar quando o pneu está desgastado e precisando ser trocado.

A banda de rodagem varia sempre nos desenhos / sulcos que possui, inclusive na largura, indicando se o pneu é específico para pista seca, molhada, estrada ou mista.

COMO IDENTIFICAR SE O PNEU ESTÁ EM BOAS CONDIÇÕES?

A forma mais precisa é analisando a banda de rodagem, especificamente um detalhe nela, o TWI (Tread Wear Indicator), um indicador que está presente em todos os pneus.

Trata-se de uma marcação feita nos sulcos da banda de rodagem, geralmente com a própria sigla TWI ou com um triângulo. Quando o desgaste do pneu atingir essa marcação, está na hora de trocá-lo.

Os sulcos da banda de rodagem do pneu não devem, em hipótese alguma, ter menos de 1,6 milímetros. Se chegar nessa situação, isso significa que o pneu está careca, a segurança do motorista e passageiros está em risco e há chance de levar multa se o problema for identificado por um agente de trânsito.

A verificação do TWI só não deve ser considerada como fator de troca quando o pneu apresente outros tipos de defeitos, tais como rasgos, perfurações ou bolhas, que exigem a alteração imediata, independentemente da altura dos sulcos da banda de rodagem.

COMO COMPRAR UM PNEU NOVO?

Ao pesquisar pneus para comprar, uma situação é comum, se deparar com um código que gera um certo estranhamento. Afinal, o que ele significa? Ele nada mais é do que uma sequência de letras e números que ajudam a identificar o pneu perfeito para seu veículo.

O grande diferencial é que utilizando essa informação, que pode ser obtida no próprio pneu de seu veículo, não dá para errar na compra. Basta utilizar tal dado durante as buscas e pesquisas e fechar negócio com o melhor fornecedor.

VALE A PENA INVESTIR EM UM PNEU MEIA VIDA?

Não há como fugir: pneu é caro. É aí que o dono do automóvel se questiona se vale a pena investir em uma versão meia vida, ou seja, usada. Neste caso, o barato pode sair caro.

Isso acontece porque não é possível saber o verdadeiro estado o pneu. Se por fora ele está em boas condições, não dá para fazer essa afirmação sobre a parte interna, que pode estar com a estrutura danificada.

Em alguns casos, a versão meia vida pode ter passado por consertos e remendos que escondem defeitos do pneu, exigindo uma nova troca em menor tempo e colocando em risco a segurança do motorista. Por isso, o pneu usado não vale a pena.

CUIDADOS COM PNEU PARA EVITAR DESGASTE

Depois de garantir novos pneus para o carro, é essencial ter alguns cuidados especiais para preservá-los. Para isso procure sempre fazer uma calibragem, que garante a estabilidade do pneu, reduz o risco de furo e evita o alto consumo de combustível.

Além disso, também é adequado realizar o balanceamento e alinhamento, preferencialmente ao rodar 10 mil Km. Assim, evita-se o desgaste acelerado dos pneus e eventuais trepidações no volante, o que pode comprometer a direção como um todo.

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