A McLaren apresentou a versão definitiva do MP4-12C, o superesportivo que vem para, depois de mais de uma década, suceder o mítico F1. O modelo é fruto de um pesado investimento da escuderia britânica, após o casamento com a Mercedes-Benz que gerou o SLR. O cupê inaugura ainda um novo braço da equipe, a McLaren Automotive, além de estar 100% pronto para as linhas de produção.
O grande destaque inicial do MP4-12C, para quem o encontra, está nas formas. O visual não é dos mais surpreendentes no que diz respeito ao formato da carroceria. No entanto, as lanternas afiladas que se unem à parte central pintada em preto da traseira conferem um visual único ao esportivo. Por dentro, as linhas reforçam o caráter esportivo, sem exageros. Há somente uma saída de ar central, na parte superior do painel.
O chassis do esportivo é feito em fibra de carbono, para aumentar a resistência, reduzir o peso e baixar o centro de gravidade. A ele se unem subchassis de alumínio que suportam os componentes de suspensão e motor. A célula de sobrevivência é grande e chega até ao eixo dianteiro, para aproveitar ao máximo o espaço existente em favor do conforto dos passageiros. Falando em suspensão, ela conta com amortecedores ativos e um sistema eletro-hidráulico, que permite o ajuste de comportamento do veículo de acordo com parâmetros calculados pela central eletrônica.
A carroceria do MP4-12C não se destaca somente pela composição. Ela também tem porte: são 4,51 metros de comprimento, com 1,91 m de largura e 1,20 m de altura. A distância entre-eixos mede 2,67 m, enquanto o peso total não ultrapassa os 1.300 kg. A distribuição da massa é de 43% para dianteira e 57% para a traseira, um pouco distante do “50-50? considerado ideal para estabilidade.
Para o legítimo sucessor do F1 e do SLR McLaren, um motor à altura também se faz necessário. O bloco de oito cilindros dispostos em V, equipado com dois turbocompressores, tem deslocamento de 3,8 litros. Com injeção direta e sistema de lubrificação por cárter seco, ele entrega 600 cv. A potência entregue de maneira constante, graças ao sistema de distribuição variável, mantendo uma faixa contínua de geração das 2 mil às 8 mil rotações por minuto (rpm).
Ainda se compararmos o MP4-12C ao F1, teremos outras boas surpresas. Ele terá os airbags que o antecessor não tinha e custará bem menos. Pesa contra, literalmente, sua 1,3 tonelada. Nada, porém, que deve apagar o brilho do futuro esportivo referência da McLaren.
Texto: Matheus Q.Pera


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