A Associação de Fabricantes de Veículos da Europa (Acea) emitiu comunicado se posicionando contra à criação de uma área de livre comércio automotivo com a Ásia. Estudada pela União Europeia para reduzir o impacto da crise local nas fábricas do setor, ela foi apontada pela entidade, presidida pelo CEO da Fiat Sergio Marchionne, como uma aposta de risco, que poderá prejudicar o mercado local.
Em nota, a Acea pontuou dois principais fatores para ser contrária à medida. O primeiro é a forte incursão que fabricantes japonesas e chinesas teriam no Velho Continente, oferecendo riscos às marcas instaladas por lá. O outro é o avanço que Kia e Hyundai registraram na Europa após a assinatura do acordo com a Coreia do Sul, vigente há mais de um ano. Ambas avançam bem acima da média, especialmente por contarem com preços mais em conta para seus produtos.
Ao que tudo indica, a Acea poderá fazer pressão junto à UE para que novos acordos não sejam realizados. No entanto, a área comum com a Coreia do Sul dificilmente será desfeita.
Texto: Matheus Q. Pera


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