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terça-feira, 9 setembro, 2008 - 00:01

Volkswagen Gol: parte II

Confira o restante da história do carro mais vendido do paí­s

Bom, agora vamos à segunda parte da história de um dos mais importantes carros nacionais, o Volkswagen Gol. Chegamos ao ano de 1994, ano de extrema importância no cenário brasileiro. O Brasil se encontrava na transição dos cruzados para o real, passando pelas URVs. Nesta época também, boa parte dos carros era comprada em dólar, uma vez que as moedas brasileiras eram extremamente instáveis. Além disso, a aristocracia paulista finalmente chega ao poder com o tucano Fernando Henrique Cardoso sendo eleito no 1º turno, em outubro de 94, iniciando um perí­odo de oito anos na frente da presidência da república. Neste ano tivemos um fatí­dico 1º de maio, em que perdemos um de nossos heróis, o glorioso Ayrton Senna, morto durante o GP de San Marino, na famigerada curva Tamburello. Foi nessa época que o lí­der de vendas no mercado brasileiro chegava a sua segunda geração.

O Gol, que estava desde 1980 com a mesma arquitetura interna, embora ainda liderando o ranking de vendas nacional, encontrava-se ultrapassado. Seus concorrentes Uno, Escort e o noví­ssimo Corsa eram mais modernos que o apertado Gol. E desde 1992 a VWB começou a planejar essa bela repaginada no carro. No passar de 1993, a imprensa especializada caçava as mulas do carro, que circulavam pelo paí­s, e muito se especulava em relação ao que seria, e efetivamente foi, o lançamento do ano.

E em setembro de 1994, finalmente é lançada a segunda geração do carro, rapidamente apelidada de bolinha. O apelido veio em alusão às linhas arredondadas do carro (tendência da época), contrastando totalmente com o visual quadradão do Gol antigo (também chamado de caixa por alguns). O projeto AB9, como era denominado internamente, não era um carro 100% novo. O carro aproveitou, além dos motores, que continuavam dispostos longitudinalmente, a plataforma interna, que foi acrescida em onze centí­metros na distância entre eixos. A suspensão, aplaudida pelos consumidores por sua resistência e estabilidade, foi também reaproveitada. Lançado em três versões de acabamento, CLi, GLi e GTi e com três opções de motores, 1.6, 1.8 e 2.0, todos da linhagem AP e a gasolina, com injeção eletrônica  monoponto. Entretanto, apesar de ser mais espaçoso tanto na frente, quanto atrás, o novo Gol só veio com três portas, seguindo à equivocada preferência nacional.

A estrela da linha, a versão GTi 2000, não tinha o charme e o carisma de seu antecessor, mas tinha visual que impressionava. Volante esportivo de 3 raios, painel completo com fundo branco, bancos Recaro, faróis com duplo refletores e rodas de liga leve de 5 raios eram alguns de seus mimos. Porém, este Gol levava consigo um feito. Um útil computador de bordo no painel, o primeiro em um VW nacional. Na virada do ano, a VW lançou a versão 1.0, dotada do motor de origem Ford, renomeado pela Volks como AE, de Alta Economia, e que gerava 50 cavalos. Com rodas de ferro e calotas copão pára-choques em preto fosco e interior simplório, o Gol Plus 1.0 popular fez sucesso. Assim como a linha toda, que manteve a liderança no ranking dos mais vendidos no paí­s.

Logo depois do lançamento do Gol 1.0, a VW lançou a nova Parati. Seguia com opção única de três portas, e mantendo suas linhas jovens e esportivas que sempre fizeram parte de sua história. Suas versões eram: CLi(1.6 ou 1.8), GLi(1.8) e GLS 2000(2.0 8v),. O sedã Voyage era descontinuado, o que seria um equivoco, uma vez que a GM logo lançaria o Corsa Sedan e a Fiat, o Siena, tomando a frente dos sedãs pequenos.

Depois da chegada da Parati, a VW inovou novamente, ao lançar o seu primeiro carro no Brasil com cabeçote de 16 válvulas, o rápido Gol GTI16v. O motor ficou não coube no cofre do motor foi necessária uma adaptação, criando uma bolha ou ressalto no capô. O modelo ganhou neste ano também lindas novas rodas de liga leve de aro 15, calçadas com pneus de perfis mais largos (195/50). O interior agora também podia ser revestido com couro ou com uma combinação rubro-negra de gosto duvidável. A cavalagem do GTI, que estava contada em 109 cv na versão 8v, passou para ótimos 146 cv, na versão com motor alemão de bielas mais longas e, com isso, o pocket-rocket da Volks acelerava de 0 a 100km/h em menos de 9 segundos, batendo de frente com os mais rápidos da época, Tempra Turbo, Uno Turbo, Corsa e Vectra GSi. Sua velocidade final passava da grande barreira dos 200 quilí´metros por hora. A Parati teve também o motorzão 16v, numa versão de mesmo nome.

Pouco tempo depois, chegava o substituto do GTS - a rara e desconhecida versão TSi. Primeiramente oferecida com motor 1.8, foi posteriormente equipada com o propulsor 2.0 litro, de 8 válvulas, para distanciar do GTI 16v.

Simultânemente, a picape Saveiro, que continuava com o visual da primeira geração, recebia injeção eletrônica para os motores 1.6 e 1.8 litro(AP). Antes disso, na virada da linha 1995, para 1996, o Gol ganhou um novo volante de 2 raios, mais acolchoado, novas calotas e novo revestimento interno, semelhante ao da Parati.

Com o fim da Autolatina, acordo entre VW e Ford feito nos anos 80, em 1996, a Volkswagen do Brasil precisava substituir seu motor 1.0 de origem Ford. Com isso, foi desenvolvido o propulsor AT-1000, com 55 cavalos lí­quidos, mas que foram divulgados como 62 cv, sua potência bruta. Isso foi feito para fazer frente ao lançamento da Fiat, o Palio, que tinha 61 cv de potência liquida. Também em 1997 houve a adoção do sistema multiponto de injeção eletrí´nica, da Magnetti Marelli, em troca do sistema Bosch monoponto. Os motores ficaram mais potentes, agora com 89 e 98 cv(1.6 e 1.8, respectivamente), em troca de 76 e 90 cavalos de potência. As siglas também foram trocadas, passado de CLi para CL 1.6 Mi, M de multiponto. Junto com isso, vieram novos volantes para a linha Gol e Parati, que agora podiam ter a opção do acabamento GL com motor 1.6 litro.

Também em 1997, para a linha de 98, a VW em busca do motor 1.0 mais potente lança o motor 1.0 16v, de 69 cavalos. O propulsor foi lançado junto com as versões de quatro portas,  uma constante crí­tica à linha BX e que finalmente saiu dos papéis como linha 1998.

Também para a linha 1998, a Saveiro era reformulada. Com pequenas janelas-espia que davam impressão da cabine ser estendida, a picapinha tinha sua capacidade de carga elevada para 700 quilos. Com duas versões de acabamento, CL e GL, e dois motores, 1.6 e 1.8 litro, a picape se via agora diante de uma disputa acirrada neste segmento. Eram quatro boas picapes que concorriam.A Fiorino, da Fiat, foi substituí­da pela Strada na época. A Chevy, da Chevrolet, saiu de linha em 1995 para dar lugar à pick-up Corsa. E a Pampa, da Ford, oriunda da antiga linha Corcel/Del Rey, saia de cena em 1997, cedendo lugar para a moderna Courier, baseada no Fiesta. A Saveiro, que liderava a categoria na época, acabou perdendo o 1º lugar do pódio, anos depois.

No começo de 1998, o Gol 4 portas recebia a opção da luxuosa versão GLS com motor 2.0 litro, que chegava a custar mais caro que o irmão maior Golf, quando completa. Era uma maneira de atribuir imagem ao guerreiro da Volkswagen. Quase ao mesmo tempo, eram oferecidas para Gol e Parati, bolsas infláveis, somente para motorista. Em meados de 98, a Saveiro recebia a rara versão TSi, com motor 2.0 AP, rodas de liga leve aro 15 e interior esportivo. Portanto, a linha 98 do Gol era composta das versões 1.0 Mi, 1.0 16v, CL 1.6 Mi, GL 1.6 Mi, CL 1.8 Mi, GL 1.8 Mi, GLS 2.0 Mi, TSi 1.8 Mi, TSi 2.0 Mi e GTI 2.0 16v, todos com opção de duas e quatro portas, exceto a GLS, que só vinha com 4 portas. A Parati partia do 1.0 16v e se assemelhava ao Gol, exceto pelas versões TSi, existentes somente no Gol. A Saveiro também, exceto pelos motores 1.0 e pelas versões TSi 1.8 Mi e GTi 2.0 16v.

No salão do automóvel de SP, em 1998, era apresentado o carro-conceito EDP II, baseado na Parati e que já mostrava as linhas da reestilização que viria em 1999. Era o chamado Gol G3, foi apresentado em abril de 1999. Apesar de mecanicamente ainda ser da segunda geração, o mercado, a imprensa especializada e a própria Volkswagen deram para ele o tí­tulo de terceira geração. De fato, o carro estava melhor que o bolinha, mas longe de ser chamado de nova geração.

O Gol ficou bem elegante e tinha como um dos maiores trunfos o interior. Seu painel de instrumentos veio do irmão mais velho, o Golf - de fundo azul contrastado com vermelho, o quadro era vistoso, apesar de cansar um pouco a vista em viagens noturnas. O acabamento também surpreendeu. Apesar das mesmas portas do Gol G2 4 portas, lançado um ano e meio antes, o G3 vinha com painel de ótimo encaixe, com bons materiais e um refinamento nunca antes visto na linha. Apesar de ser bonito, com uso severo, algumas partes se desencaixavam do painel.

Com os mesmos motores do G2, o G3 continuou robusto e popular, embora mais luxuoso. Além desses detalhes, novas rodas e calotas também chegaram ao campeão da VW. Um bom ponto deste novo carro eram as combinações de opcionais, sem pacotes prendidos. Podia ser básico, luxo, estilo ou conforto. Não existiam versões, exceto a estrela GTi 16v e. De resto, só se podia diferenciar o acabamento, entrando no carro. Por fim, eram seis propulsores (1.0 8v, 1.0 16v, 1.6, 1.8, 2.0 e 2.0 16v). As combinações eram interessantes. Ar, direção, rodas e até airbag duplo podiam vir com motores 1.0 e poderia sair de fábrica um 2.0 só com direção assistida. Os combustí­veis eram gasolina e álcool como opção para o 1.0 8v e para o 1.6.

Todavia, quem pensa que a segunda geração saiu de linha, enganou-se. A VW deixou o G2, porém em versão básica 1.0 8v, chamada de Special, versão lançada em fins de 98, substituindo o 1.0 MI básico. Era bem franciscano.

Junto ao Gol G3, veio a Parati também. Continuou bela, jovem e esportiva como sempre. Agora preparada para bater de frente com a Palio Weekend que estava prestes a tomar a liderança do segmento das peruas pequenas, que contava com a Corsa Wagon e com a Escort SW, além das duas da Fiat e da VW. Porém, a perua da Volks tinha um destaque de que nenhuma outra perua dispunha: a versão GTi. Com 146 cavalos, o carro era um foguete (assim como seu irmão menor). 0-100 em menos de 9 segundos, máxima passando dos 200 km/h e interior completo, com airbag duplo, computador de bordo oriundo da Audi, câmbio justo e preciso(como nos velhos tempos) e opção de bancos de couro legí­timo. Custava quase 40 mil reais em 1999 (hoje, sairia por mais de 80 mil reais). Apesar do seu potencial, ela e o irmão Gol, não sobreviveram a virada da linha 00 para 01.

Uma incrí­vel mudança é que inicialmente, a grande maioria dos G3 sairam com 4 portas, em detrimento aos de duas, que são raridade no mercado. O GTi, por exemplo, só saiu com 4.

Em meados de 2000, para a linha 2001, chegava uma primazia em desempenho: a linha 1.0 16v Turbo. Aproveitando os benefí­cios tributários para veí­culos com menos de 1000cm³, a engenharia da VW caprichou e trouxe para o mercado um incrí­vel motor 1.0 litro de 112 cavalos, somente a gasolina. Com ótima performance, o carro andava como 2.0 e bebia como 1.0. Disponí­vel para Gol e Parati, em versão única (com opcionais disponí­veis), o motor foi aprovado por testes de resistência. Entretanto, hoje em dia, não é raro encontrar um exemplar fazendo mais barulho que picape Diesel e soltando mais fumaça que fábrica inglesa do século XIX, por conta dos precários cuidados de alguns usuários.

Com o lançamento do turbo, o motor 1.6 a gasolina saiu de linha, deixando apenas o 1.6 a álcool, vendido quase única e exclusivamente para frotistas. Também para a linha 2001 veio o Pacote Plus, com opção de vários opcionais, disponí­vel para os motores 1.0 8v e 16v e com inscrição Plus na tampa traseira. Além delas, o Gol G3 recebia uma versão mais despojada, com pára-choques pretos ou cinzas, dependendo da cor, interior mais simples, painel sem conta-giros e rodas de ferro aro 13. Os motores 1.8 e 2.0 litro continuavam em linha para as versões mais caras.

A linha 2002 reservava algumas mudanças. A primeira era a morte das versões mais potentes, deixando o Gol somente com propulsores de mil cilindros cúbicos, entre eles, os novos 8v e 16v, com modificações eletrônicas, além do acelerador eletrônico E-Gas oriundo do caro e desejado Golf. Com isso, a potência subiu para 65,3 no 8v e 76 no 16v. As mudanças estéticas eram mí­nimas: saia o puxador do porta-malas, entrava uma fechadura simples, saia a trava quadrada das portas, entrava um pino de melhor pegada, saia o interior com cores claras, entrava o preto. Também entrou uma nova versão, a Power, equipada com motor 1.0 16v de 76 cavalos, com novas calotas, que também equiparam a versão básica da Parati Turbo, e a versão Tour, disponí­vel para todos os motores da perua, exceto Turbo. Além desta, a versão Special Free, baseada na carroceria G2, também continuava em linha. Esta, por sua vez, complementava a versão Special G3, com motor de 65 cavalos, mencionado acima.

Em março de 2002, a VW volta atrás e volta a oferecer o motor 1.6 AP a gasolina para a famí­lia Gol. A Saveiro, tentando buscar a liderança, de propriedade da Fiat Strada, recebe modificações para ficar mais competitiva. A versão básica, com painel G3 simplificado, com quadro de instrumentos franciscano, rodas de ferro com calota central copinho e preço mais em conta. Além da versão básica, a série especial Super Surf passa a ser versão fixa. Suas versões 1.8 e 2.0 continuavam em linha, entretanto.
 
Em meados de 2002, logo após a conquista do penta na copa, a linha Gol é reestilizada. As versões mais caras recebem novos pára-choques, grade frontal, máscara dos faróis, novo jogo de rodas e calotas, interior com volantes novos e quadro de instrumentos novos, com fundo branco e letras em azul. A Parati recebe novas lanternas traseiras. Saveiro, que chegou um pouco depois, contou com pequenas modificações. A nova geração foi chamada pelo mercado e pela imprensa de G3,5. Com o lançamento do compacto mundial Polo, a linha Gol precisou se adaptar. Agora o Gol contava com essas versões: Special G2 1.0 8v 2p gasolina ou álcool, a rara versão Special G2 1.6 2p a gasolina (por fora, pode-se identificar pelo logotipo 1.6 e por dentro, pelo velocí­metro marcando até 200 km/h), Special G3 2 e 4p 1.0 8v, City 1.0 2 e 4p gasolina e 2p álcool (com painel G2), City 1.6 2 e 4p a gasolina ou álcool (painel G3 simplificado), Plus 1.0 8v ou 1.6 8v 2p ou 4p gasolina ou álcool, Power 1.0 16v 4p, Turbo básico, Turbo Sportline e a série especial Highway 1.0 16v 2 ou 4p, somente a gasolina. A Parati contava com a versão Tour, disponí­vel com os motores 1.0 16v, 1.8 8v e 2.0 8v, 1.0 16v Turbo simples e 1.0 16v Turbo Comfortline.

O ano de 2003 entra com Luis Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto e com a linha toda renovada. Todavia, a melhor surpresa, estava confinada para abril. Depois de muito tempo de estudos (4 anos, mais precisamente), por parte da seção de engenharia da VW, era lançado o primeiro carro movido a álcool e a gasolina, ao mesmo tempo e com diversas misturas, o Gol Power 1.6 TotalFlex. Com 99 cv no álcool e 97 na gasolina, a inovação da Volks teve a mecânica comprovada e os carros Flex desde lá só crescem e hoje fazem parte de mais de 80% do mercado

Foi lançada neste ano a Parati Crossover, modelo para um off-road bem light com adereços visuais mais luxuosos e chamativos que lameiros. Cromados numerosos, suspensão mais alta, rodas de liga leve aro 15, com pneus de perfil 55 e interior muito bem acabado, com painel e dois tons, quadro de instrumentos em fundo branco, entre outros itens, fizeram desta Parati uma das mais belas já feitas. Seus motores eram o 1.0 16v Turbo, de 112 cavalos, e o 2.0 8v, com a mesma cavalagem. Ambos movidos a combustí­vel fóssil. Era a perfeita concorrente para a bem-vendida Palio Adventure.  A perua da VW também recebeu as versões City e Plus, matando a Tour e a 1.8 básica. A versão Special G3 inaugura o motor RSH 1.0 de 65 cavalos com acelerador eletrônico, em junho.

No dia 10 de julho de 2003, foi fabricado o 4.000.000º Gol no Brasil, fortificando o tí­tulo de carro mais vendido em solo nacional. Em setembro, após meses amargurando poucas vendas, sai de linha as cobiçadas versões Turbo, de Gol e Parati. A perua ganhou o motor 1.6 bi-combustí­vel e a série (que acabou se tornando versão logo depois) Track&Field com o motor 1.6 bicombustí­vel e o velho 2.0 AP.
 
A linha Gol entra em 2004 sem grandes mudanças. Em abril, a versão pé-de-boi Special (ainda com carroceria antiga) recebe melhorias, como espelhos pára-sol para passageiro e motorista, calotas e pára-choques cinza com bigode sem pintura. A Special G3 morre e a City passa a ser a versão de entrada da linha. E a Saveiro ganha as versões Super Surf 1.8 e City 1.6. Em agosto, a Power recebe novo console e a linhagem City recebe frisos laterais e opção de vidros e travas elétricas. Neste ano a garantia para motor e câmbio foi extendida para três anos.
 
No final do ano foi lançada a versão Rallye, dotada do propulsor 1.6 TotalFlex, com suspensão elevada em 27 mm, adereços estéticos semelhantes aos da Parati Crossover, quadro de instrumentos, bancos e volante exclusivo.

No começo do ano, a VW reedita o motor 1.8 AP e lhe dá a tecnologia TotalFlex e põe na linha inteira: Gol Power; Parati City, Parati Plus e Parati Track&Field; Saveiro City, Saveiro SuperSurf e Saveiro Crossover foram as versões presenteadas com o motor. Também era lançado o motor TotalFlex EA-111 1.0 do Fox, no Gol. Porém, este era disposto longitudinalmente, perdendo potência.
 
Em agosto, a VW lança o Gol Geração 4(de fato, mais uma reestilização da segunda geração). E numa ação ousada, tira da linha as versões G2 e G3, tentando dar um ar mais superior ao carro, para bater também com versões mais caras de Palio, Celta, Corsa e etc., isso pelo discurso da VW. O que de fato ocorreu, foi um empobrecimento do carro, que ficou mais popular. Externamente a frente do Gol recebia um V e era mais baixa, a traseira ganhava vincos e a lateral continuava a mesma. A Parati apenas mudanças bem leves na traseira, como troca por um conjunto óptico mais moderno, além de novas calotas e rodas de liga leve.. Saveiro, idem.

Internamente foi onde as mudanças foram mais concretas. Um painel inédito foi lançado. Este, mais recuado em direção ao motor, dava impressão de mais espaço, mas era nitidamente mais pobre que o anterior. O quadro de instrumentos veio do Fox, isto é, tinha leitura mais difí­cil que o anterior. O volante básico era novo e o mais caro, veio do G3,5, assim como os botões do ar condicionado. No geral, o acabamento acabou por ter uma queda. Os painéis das portas somente em plástico, como no Fox, acabaram por dar um ar bem simples ao carro. As versões do Gol eram: City 1.0 e 1.6, 2p ou 4p, Plus 1.0 2p ou 4p e Power 1.6 ou 1.8, somente com 4p. Todos TotalFlex. E a Parati seguia com City e Comfortline. E Saveiro com City e Sportline. 
 
Mais pro final do ano, Gol recebia um acréscimo de potência no motor 1.0, com mudanças na central eletrônica e na taxa de compressão. A Saveiro ganhava novamente a versão Crossover, com motor 1.8.

Em 2006, o Gol ganha a versão especial Copa e a Parati vê sua versão Track&Field reeditada, disponibilizada com motores 1.6 e 1.8, ambos flexí­veis. Em março, a perua, marcada pelo seguro altí­ssimo que repulsa parte dos compradores, passar a sair de fábrica com rastreador por satélite. A Saveiro também ganha esse item. Gol também recebeu o rastreador, dois meses depois. Depois de poucos meses, a Volks voltou atrás e retirou o item das prateleiras.
 
Para 2007, houve o lançamento da versão Rallye G4, com motor 1.6, painel prata, quadro de instrumentos prata, suspensão elevada e volante exclusivo e a volta da versão Surf para Parati e Saveiro, com detalhes estéticos semelhantes aos da Track&Field. Com essa entrada, tal versão sai de linha, junto com a Saveiro Crossover.
 
E de lá pra cá, pouca coisa ocorreu, apenas mudanças de pacotes, cores novas, acréscimos de potência no motor, já abrindo espaço para a nova geração. E o lançamento do G5? Ah, mas isso está presente nas revistas e sites especializados e ainda é cedo para contar.

Como vocês viram (ou leram), o Gol, por toda a sua história, é mais do que um clássico.  É o queridinho do Brasil, com uma trajetória de grande sucesso - afinal, são mais de 5 milhões de unidades fabricadas. Conhecido do Oiapoque ao Chuí­, o Gol ainda tem bons anos pela frente. Sua carreira está longe do fim, principalmente com a chegada da nova geração. Com robustez mais do que comprovada, o lí­der do mercado brasileiro há 21 anos também têm carreira em outros paí­ses: é bem vendido na Argentina, no México, na China, na Rússia, e até no Irã. Portanto, é preciso tirar totalmente o chapéu para esse carro fantástico e admirar sua trajetória. O substituto do Fusca já o passou, tanto em vendas, quanto em carisma e sucesso. Eu admiro o Gol. E você?

Versões especiais (com produção limitada).
1995: Série Rolling Stones. Baseada no Gol CLi 1.6, essa versão tinha adesivos laterais e na tampa traseira. O comercial, como de praxe, era cantado pelos Stones. A música, era Start me Up. 12 mil unidadas foram feitas.
1996: Série Atlanta, com calotas de Golf GL, disponí­vel para Parati e Gol. Com interior mais refinado e bem equipado. Claro que eO nome era em alusãoalusivo í s Olimpí­adas de 1996, em Atlanta, E UA.
1997: A Parati ganha a versão Club, com rodas de ferro com tampa central, acabamento diferenciado e volante de Gol GTI. Durou até 1998, com motores 1.6 e 1.8.
1998: Gol recebe a versão Star, importada da Argentina, bem equipada e dotada de motor 1.6 de 90 cavalos. Rodas de liga, volante especial e bancos com revestimento listrado, completavam a lista de itens.
1999: Nenhuma versão especial.
2000: Série Ouro 16v, em alusão í s Olimpí­adas de Sydney, na Austrália. Vinha bem equipado, com direção hidráulica de série. Por fora, adesivos da versão, um pequeno aerofólio e calotas de Santana. Vinha com 2 ou 4 portas. Série Summer para Parati e Saveiro. No caso da perua, somente equipada com motor 1.0 16v, o acabamento interno preto era o destaque. Morreu em meados de 2001. A Saveiro vinha com o AP 800 1.8 e durou até 2002.
2001: Fun 1.0 16v, lançado para Gol, Parati e Saveiro. Vinha com interior especial, mais refinado, pintura em cores exóticas, grade e máscara dos faróis pintados da cor do carro, rodas de liga e o pequeno aerofólio. Vinha com 2 ou 4 portas. Highway 1.0 16v. Era uma versão de 4 portas, bem equipada, com direção assistida de série, aerofólio com brake-light, calotas de Santana e tinha opção de um tom de verde exclusivo. Foram fabricadas 10 mil unidades, de dezembro de 2001 a março de 2002. Outro que veio em 2001 foi o Gol Trend. Com pára-choques pretos (ou cinzas, dependendo da cor), era um popular básico equipadinho. Vinha com calotas, adesivo especial da série, painel G3 simplificado, aerofólio com brake-light, entre outros detalhes. Durante os intervalos dos jogos da seleção da Copa de 2002, esses Trends eram sorteados, com a apresentação de Fausto Silva. Mais de 1000 carros foram sorteados. Foram fabricadas 8 mil unidades entre outubro de 2001 e meados de 2002.
2002: Ano cheio de versões. Primeiro, para o Gol a versão Sport, em referência a Copa do Mundo do Japão e da Coréia. O carro vinha com 4p, com motor 1.0 16v de 76 cavalos. De série, direção hidráulica e CD-Player. Por fora, vidros escurecidos, máscaras negras e lanternas fume, grade dianteira da cor do carro, frisos laterais, entre outros itens. O Trend de 2001 teve segunda tiragem, dessa vez menor. Parati recebia a versão Evidence, com mistura de luxo e esportividade. Vinha com quadro de instrumentos de fundo branco, rodas de liga leve e bancos de veludo. Foi fabricada com o motor 1.0 Turbo e o 1.8. A Perua também ganhou a versão Sunset, com motor 1.0 16v, rodas de liga exclusivas e acabamento melhorado. 1200 unidades foram fabricadas.
2003: Gol recebia a reedição da Highway, a Highway II. Vinha com motor 1.0 16v na roupagem G3,5.  Em dezembro, como já dito, é lançada a versão especial Track&Field. Com motor 1.6 TotalFlex e 2.0  a gasolina. Com bagageiro no teto, soleira preta, ponta do escape cromada, suspensão elevada em 27mm, direção hidráulica de série e aerofólio com Brake-Light, a versão especial teve 2700 unidades produzidas, dividas em lotes de 300 unidades, vendidas até setembro de 2004. Depois a mesma virou versão de série, ficando em linha até a chegada da 4º geração, em setembro de 2005.
2004: Sem versões especiais.
2005: Sem versões especiais.
2006: Gol Copa 2006. Com motores 1.0 e 1.6 TotalFlex, o carro vinha com painel e quadro de instrumentos diferenciado, estofamento exclusivo e grade em "v" com a parte central preta. Também estava disponí­vel em amarelo. Gol Tech, vendido somente para consumidores da Grande São Paulo. Baseada na versão City 1.0, vinha com limpadores e desembaçador traseiro, rodas de liga aro 14, trio elétrico, CD com MP3 e pára-choques da cor do veí­culo.
2007: Gol Rallye G4, com estribos laterais, pára-choques e grade diferenciados e sem pintura, interior exclusivo, com volante prateado, suspensão elevada e motor 1.6 TotalFlex.

No Exterior:
Quem pensa que o Gol só é sucesso aqui, está redondamente enganando. Ele faz muito sucesso em vários paí­ses, seja nas Américas, seja na África, seja na Ásia. O carro é o mais vendido da Argentina, desde a morte do Fiat Duna, antigo lí­der, em 1997. Por lá, ele já vendeu mais de 290 mil unidades e já fez história. Em terras portenhas, o carrinho é vendido com dois motores, o 1.6 AP, somente a gasolina e um inusitado 1.9 diesel, de 67 cavalos. A Parati também é vendida lá com o nome de Gol Country. Ele também é muito bem vendido no México, onde é chamado de Pointer.  Ele é também fabricado na China, onde também faz sucesso. Na Rússia, ele é exportado para ser montado lá. Isso e mais uma infinidade de paí­ses, até na África. Mais de 600 mil unidades já foram exportadas nesses 28 anos de carreira. Realmente, é mais do que cidadão do mundo.

Ficha técnica:
1984cm³ (GTI 2.0 8v gasolina 1995) - Longitudinal e 4 cilindros em linha, 109 cv a 5250 rpm  17,0 kgmf a 3000 rpm,  injeção eletrônica multiponto câmbio de 5 marchas, tração dianteira, freios dianteiros a disco e traseiros a tambor.
1984cm³ (GTI 2.0 16v gasolina 1997) - Longitudinal e 4 cilindros em linha, 141 cv a 6250 rpm 17,8 kgmf a 4500 rpm - injeção eletrônica multiponto câmbio de 5 marchas, tração dianteira, freios dianteiros a disco e traseiros a disco.
999cm³ (MI 1.0 16v gasolina 1998) - Longitudinal e 4 cilindros em linha, 69,4 cv a 5750 rpm 9,4 kgmf a 4500 rpm injeção eletrônica multiponto câmbio de 5 marchas, tração dianteira, freios dianteiros a disco e traseiros a tambor.
999cm³ ( 1.0 16v Turbo gasolina 2000) - Longitudinal e 4 cilindros em linha, turboalimentado 112 cv a 5500 rpm, 15,8 kgmf a 2000 rpm - injeção eletrônica multiponto  câmbio de 5 marchas, tração dianteira, freios dianteiros a disco e traseiros a tambor.

Dimensões:
Gol 1.0 16v Turbo G3 > Comprimento: 3,88m
Entre-eixos: 2,47m
Peso: 1016 kg
Porta-malas: 285L

Parati Crossover 2.0 8V G3 2004 > Comprimento: 4,13m
Entre-eixos: 2,47m
Peso: 1190 kg
Porta-malas: 437L

Saveiro City 1.6 G3 2004 > Comprimento: 4,46m
Entre-eixos: 2,59m
Peso: 970 kg
Porta-malas: 950L

Desempenho:
Gol GTI 2.0 8v 1995 > 0-100 km/h: 11,23 segundos
Vel. Máxima:  185 km/h

Gol 1.0 16v Turbo 2003 > 0-100 km/h 10,2 segundos
Vel. Máxima: 181 km/h

Gol Power 1.6 TotalFlex 2003 > 0-100 km/h: 12,87 segundos*
Vel. Máxima: 175 km/h*

Gol City 1.0 TotalFlex 2007 > 0-100 km/h: 15,3 segundos*
Vel. Máxima: 160 km/h*

*Dados aferidos com álcool.

Texto, pesquisa e reportagem: Bruno Sponchiado Vieira / brunosponchiado@hotmail.com (E-mail)

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