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domingo, 23 abril, 2006 - 23:35

Tamanho não é documento... Será?

Comparamos as medidas dos principais modelos entre os 70 e 80 mil. Confira!

Embora nós, do AutoDiário, achemos que não, o consumidor brasileiro tradicionalmente escolhe carro "a metro" (o que já decretou o insucesso de alguns modelos, como a antiga versão nacional do "pequeno" e "caro"Mercedes Classe A). Aproveitando o lançamento do Ford Fusion em nosso mercado, preparamos esta tabela que compara as dimensões de vários sedãs, nacionais e importados, à venda no Brasil. Ressaltamos que a trinca de luxuosos (e caros) modelos alemães foi incluída apenas a título de referência de tamanho. Devido a algumas campanhas publicitárias "capiciosas", o potencial comprador pode ser levado a achar que se trata de um único segmento de mercado quando, na verdade, a realidade é outra:

O Chevrolet Vectra, por exemplo, é vendido pela GM como concorrente de Citroën C5 e VW Passat. Inclusive, segundo a montadora, é líder deste "segmento". Custando cerca de R$ 40.000 a menos, realmente, liderar não é uma tarefa difícil. Mas, além disso, a tabela mostra que suas dimensões (embora com vantagem, é verdade) se assemelham muito mais de modelos do segmento dos médios (com os quais realmente concorre e sobre os quais a vantagem em vendas não é tão grande) do que dos médio-grandes.

É importante observar também a largura dos modelos, pois essa dimensão é determinante se três adultos conseguirão acomodar-se confortavelmente no banco traseiro ou não.

O New Civic, a ser lançado em breve pela Honda, tem suas dimensões alinhadas com os demais modelos do segmento dos médios. Resta saber se a engenharia da marca japonesa fez um bom trabalho no interior, proporcionando espaço interno em condições de competir com vantagem no segmento.

O mesmo ocorre com o VW Jetta, a ser importado em breve do México, embora acreditemos que o preço, seguindo a tradição VW, venha a ser seu maior obstáculo para se impor em vendas.

O Ford Fusion, custando a partir de R$ 79.990,00, vem, portanto, com o forte argumento do conforto e espaço interno, pois concorre em preço com versões "top" de modelos médios (Corolla, Civic, Vectra e, acreditamos, Jetta), embora alinhe-se em dimensões com modelos um tanto mais caros, do segmento dos médio-grandes, segmento no qual o estrago com sua chegada deverá ser maior. Se a marca seguir sua tradição em modelos de luxo, o Fusion certamente chegará já bem equipado desde sua versão básica, o que lhe dará ainda mais armas para roubar vendas de outros modelos. Estaremos de olho na estratégia agressiva da Ford para o Fusion nos próximos meses.

Ao nosso leitor, fica a dica: não compre gato por lebre. Compare... informe-se... o AutoDiário está aí pra isso.

Texto: Rafael Lima

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