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Primeiro foi o BLS sedã - um Cadillac exclusivo, de dimensões compactas, feito fora dos EUA e não disponível para os americanos, um insulto ao classistas fãs da marca. Logo depois, outro susto: pela primeira vez, em mais de 100 anos de mercado, a Cadillac faria um carro movido a óleo diesel. Agora, o infarte final: pela primeira vez denovo, a montadora iria produzir uma perua; mais uma vez, excluída do mercado-natal. A primeira impressão foi em março (leia aqui), e o lançamento oficial ocorre agora.
A BLS Wagon é montada na fábrica da Saab na Suécia, e divide sua plataforma com o 9³ e o Opel Vectra. Ela chega pouco mais comprida que o sedã que lhe deu origem (4,72m). A altura também aumenta (1,54m), mas isso se deve mais às barras longitudinais no teto que em alguma mudança na altura original da carroceria. A largura de 2,04m (com espelhos) se manteve. O porta-malas tem 419 litros de capacidade, com mais 12 extras abaixo do piso.
O carro será vendido no mercado europeu com os mesmos acabamentos, equipamentos e motorizações do sedã, que já acumula quase um ano de vendas e sucesso entre os europeus. Business, Elegance, Sport e Sport Luxury, essa última com suspensão mais esportiva, serão as versões disponíveis, que se mesclarão com as três opções de motor a gasolina (2.0 com 179 ou 205cv, 2.8 V6 com 256cv) e a única diesel (1.9 de 150cv). O câmbio pode ser manual de 6 marchas ou automática de 5. Propulsores e caixas de mudança são os mesmos usados no Vectra e 9³, e desde a apresentação do BLS sedã, a Cadillac promete um motor flex que possa com rodar com o famoso E85.
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O modelo aparece como um dos mais requintados do seu segmento, tendo equipamentos como faróis bi-xenônio, rodas de 18 polegadas, bancos em couro natural, assento do motorista e passageiro com ajustes elétricos, sistema de telefonia e navegação, etc. O acabamento, superior ao de uma Série 3, por exemplo, consegue ser mais caprichado que o dos modelos Cadillac maiores, fabricados para o mercado americano. O caçula da família é sem dúvida o representante da marca que usa os melhores materiais internos e apresenta a melhor montagem. O acabamento é de couro macio mesmo nas partes menos visíveis e tocadas do painel, e na rergião inferior das portas, perto das soleiras, onde quase todas as marcas empregam plástico duro e sem qualidade. Exigências do mercado europeu para se comprar um carro de luxo...
O BLS Wagon começará a ser vendido em solo europeu em meados do segundo semestre, entre setembro e novembro. Espera-se preço pouco superior que o do sedã, que hoje começa em 31.000 e pode chegar aos 46.000 euros. A GM nega, mas o BLS foi um dos modelos cotados para ser vendido no Brasil, quando a marca de luxo iniciar suas atividades em solo nacional. A pimenta européia agrada mais ao consumidor brasileiro que as banheiras americanas.
Texto: Adriano Vieira

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