Miniaturas de ônibus urbanos da extinta Trubel, um Ciferal dos anos 60 da Viação Cristóvão e fotografias de antigas empresas como a Senhor do Bonfim e a Unatur. São registros de frotas e corporações não mais existentes, porém resguardadas na história e valioso acervo do colecionador Wagner Belarmino. Popularmente conhecido como Lero-Lero em Itaúna, interior de Minas Gerais, onde foi administrador do Terminal Rodoviário por décadas, Wagner sempre trabalhou ligado ao tema ônibus. "Sou figurinha constante nas garagens, onde tenho diversos amigos e costumo fotografar novos modelos", diz.
Também redator de uma popular coluna de piadas em jornal local, Belarmino hoje mantém seu acervo de fotografias, miniaturas, dados e informações em sua residência. Antes o arquivo ficava guardado em sua sala na rodoviária, conforme registrado pela reportagem há alguns meses atrás.
Miniatura
Confeccionadas em escala reduzida, as miniaturas de Lero-Lero chamam a atenção por onde são expostas. Produzidas pelo divinopolitano Eugênio Ilzo nas décadas de 80 e 90, as reproduções mantém a fidelidade de design das carrocerias e estilo de pintura das empresas. "A coleção é caracterizada pela diversidade de modelos e frotas", revela Lero-lero.
Um urbano Thamco "Fofão", de dois pisos e cor vermelha, utilizado no transporte de São Paulo durante muitos anos, é raridade. A empresa com maior número de miniaturas (nove no total), entretanto, já não existe mais. Trata-se da Coletivos Nossa Senhora da Lourdes, de Itaúna, vendida há cerca de dois anos para o grupo Saritur.
Texto e fotos: Bruno Freitas

