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terça-feira, 10 abril, 2007 - 14:35

A nostalgia continua

Montadoras continuam na moda das "recriações"

Não é de hoje que os carros nostálgicos fazem a cabeça de muitos fãs de modelos antigos. E as empresas sabem que esse público geralmente sonha com carros de sua época, mas que não custem tanto. Nos países desenvolvidos, os preços destes modelos não são absurdos como em países em desenvolvimento. E é nesses países que os modelos fazem (ou não) sucesso.

A Chrysler, com o PT Cruiser, mostrou que havia caminho para que estes modelos fizessem sucesso, confirmado pelo New Beetle, da Volkswagen. Mas, as montadoras estavam com um certo receio, pois a rejeição do Ford Thunderbird, seja na Europa ou nos EUA, havia sido grande. GM e Ford, com Corvette e Mustang, sabiam que também havia quem não rejeitasse os modelos. E o sucesso seria algo relativo a algum produto de boa qualidade e que teria tudo para dar certo. As reedições do Camaro haviam sido de boa aceitação, mas a última havia decepcionado os fãs da GM. Mas o futuro daria mais opções a todas as montadoras, em especial às norte-americanas.

A Chevrolet, por exemplo, começou cedo. O Corvette era sucesso de público e crítica. A partir do sucesso do PT Cruiser, da rival Chrysler, vieram duas criações: o SSR, uma picape pequena, com motor V8, e o HHR, no estilo das peruas e vans dos anos 40 e 50, pronto para enfrentar o PT. O SRR não é um modelo de tanto sucesso, mas o HHR é de grande procura no mercado norte-americano.

A Dodge, uma marca do grupo da Chrysler, também estava de olho neste mercado e tomava como exemplo o sucesso dos Jeep com design voltado aos primóridos dos Jeep da segunda guerra mundial, como o Wrangler. Com isso, investiu no sedan Charger (e com ele, a perua Magnum e os primos 300C e Touring), muito parecido com o antigo modelo comercializado, mas com um detalhe moderno: quatro portas. O público gostou, a crítica também. Claro, a pouca rejeição se deu pelo "excesso de portas" do modelo, algo indispensável em um sedan hoje em dia.

A guerra então entre Dodge e Chevrolet começou a ser travada. A primeira "atacou" com o Challenger, uma paixão nacional. A segunda reviveu o "quase morto" Camaro, que voltou mais original do que nas outras reestilizações. Ambos devem chegar ao mercado em um futuro próximo (entre 2008 e 2009). E seu sucesso só dependerá do seu público-alvo, pois o Ford GT40, reedição do antigo GT, foi bem menos do que o esperado pela marca e teve a limitada produção reduzida.

Agora, notícias sugerem que o El Camino, aquela picape de dois lugares com caçamba e cabine unidas, como em um sedan, volte a ser produzida. Apesar de o SSR ser neste estilo (e ainda ser conversível!), esta viria para os maiores fãs do modelo. O modelo chegaria em 2011, com a plataforma Zeta de tração traseira desenvolvida pela montadora dos mercados norte-americano e australiano, onde a Holden é experiente neste segmento. Teria duas opções de carroceria: duas portas (Coupe) e quatro portas (Crewman), como aconteceu com o Commodore. Os motores seriam V6 e V8, tendo uma versão V8 de 350 cv e outra de 400 cv sob a insígina SS. O desenho teria o estilo do antigo El Camino, mas com as linhas musculosas do novo Camaro e a grade que estreou na Avalanche e agora está também no Malibu.

Esses americanos gostam mesmo de reviver o passado e deixar as modernidades de lado...

Texto: Matheus Q. Pera
Projeção: PickupTruck

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